quarta-feira, 14 de setembro de 2011

#desabafo






Você me ensina a amar a cada dia.


Não é um sentimento forte, louco, incontrolável... é só uma vontade de estar junto, de ser melhor, de aprender a ser paciente, de brigar e fazer as pazes de ter saudade quando você sai pra trabalhar; é não ter certeza de futuro, mas não conseguir encontrar outra opção, é estar feliz apesar de tudo, é fazer planos mesmo que eles pareçam impossíveis...





É um não saber, não ter certeza constante, mas querer tentar e acreditar!





Eu acho que amo você, embora tenha buscado só paixão até aqui... e isso, às vezes, me frustra!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O amor é cego???






Já abordei esse tema aqui antes, mas virou tema do dia, de novo.






Tudo bem ter amor por irmãos, filhos, pais, amigos próximos... mas daí a acreditar que tudo que as pessoas dizem é verdade absoluta e brigar com o mundo pra defender essas pessoas, já é demais!






Fui criada numa cidadezinha de interior, onde sempre chegava aos ouvidos dos meus pais que eu e meus irmãos havíamos feito alguma travessura. Minha mãe prontamente respondia que ia tomar providências e já chegava em casa fazendo acusações. Errada?? Lógico que não! Ela sabia que éramos crianças e podíamos cometer um monte de erros, mas seríamos educados, corrigidos. Cada dia era uma nova lição!






Minha mãe também reprimia quem fazia falsas acusações, depois de apurar as denúncias com afinco, sem jamais tomar nosso partido de antemão. Mesmo assim, nunca foi grosseira ou injusta. Ouvi, certa vez, ela dizer a alguém: "Minha filha é difícil, tem temperamento forte e pode ter sido dura, mas vou consultá-la, porque sei que ela é responsável e se cobra muito." Do outro lado, eu ficava super chateada, porque esse comentário diminuía minha autoridade. Para mim, era como se ela estivesse se desculpando pelo meu jeito taxativo de resolver as coisas e, mais, duvidando do meu caráter. Anos depois entendi que sou dura mesmo, cobro o mínimo das pessoas com quem convivo, porque me dôo demais; sou prestativa, sigo regras, cumpro horários e promessas, respeito opiniões e acho que não mereço menos que respeito de quem quer que seja, em qualquer relação.






Mas voltando ao assunto... acho engraçado quando vejo as pessoas defendendo ferozmente uma pessoa querida, sem apurar o acontecido, sem nem saber o que houve de errado. Acho cômico quando me ignoram, me tratam mal, quando sinto um 'afastamento' por tomar as dores de outro. Ninguém é santo; somos todos de carne e osso e erramos. E tem mais: já desobriguei! Não precisa me adicionar em sites de relacionamentos (pode até excluir), não precisa me ligar, sequer mandar cartão de aniversário.






E daí se eu não tolero inveja, preguiça, desdém, sacanagem, desrespeito, descaso...??? Acho que ninguém tolera, né?? Mude o ponto de vista, se questione, faça como minha mãe e pense bem no temperamento forte do ente querido. Tem quem goste de ter amigo rico e sacaneie os mais simples, tem quem adore pedir favor e depois não lembre de retribuir, tem quem adore falar mais pelas costas, de tudo e todos, todo tempo, tem quem adore diminuir os outros e depois fingir ser melhor amigo...né??






Amizade não é troca, gente!!! Aliás, ser amigo de verdade dá um trabaaaaalhooooooo!!! É igual ter namorado bonito... tem que cuidar e cativar todo dia!!!






#FicaDica

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Bullying








E já que o assunto é polêmico... vamos lá!!


'Bullying', de acordo com o Wikipedia é o termo que descreve atos de violência física ou psicológica praticados por uma pessoa ou grupo coma intenção de intimidar, agredir ou humilhar um indivíduo indefeso.


Quando eu era criança - na verdade, até minha fase adulta, na faculdade - sofri vários tipos de intimidação, agressão e humilhação. Sempre fui a aluna meiga e querida dos professores e talvez isso despertasse inveja de certos grupos.


Algumas garotas e garotos riam quando eu passava. Eu os via falando do meu cabelo curtinho, estilo joãozinho, das minhas coxas muito grossas, do meu ombro largo por conta dos anos de natação, da minha sobrancelha farta, do meu corpo gordinho, das minhas roupas, do meu aparelho ortodôntico... sempre com tom de sarcasmo ou gargalhando. Eu tinha até música para o meu desfile pelos corredores da escola; música essa cantada em coro pelas meninas e meninos tidos como populares, lindos e gostosos da escola.



Lembro de responder à uma pergunta super difícil do professor de Matemática e, enquanto eu demonstrava todo o meu raciocínio lógico no quadro, uma loirinha bem burra mas super bonita, rica e produzida, gritou : "Fera Gorda!!" Aquilo me deprimiu tanto que mal conseguia levantar todas as manhãs e ir até a escola. Cheguei a chorar e implorar pra minha mãe me colocar em outra escola, mas era impossível, porque ela não separaria os irmãos e eles, meus irmãos, amavam aquela escola.



Passei anos a jogar xadrez com os 'nerds' da turma e a ler livros de Física e Biologia na biblioteca, durante os intervalos. E isso foi a melhor coisa que me aconteceu; conheci pessoas incríveis, amigos que carrego até hoje e que me respeitam e reconhecem minha inteligência e meu valor, pessoas que me admiram.



Saí da cidade do interior, me mudei pra Capital, vivi sozinha com tarefas domésticas, estudei, sofri perdas, dei a volta por cima e voltei pra tal cidadezinha. Aqui encontrei logo a loirinha, hoje nem tão bonitinha e nem tão rica, mal vestida, gorda, cabelo mal pintado, velha, mãe solteira de dois filhos, desempregada, mal formada... Não fiquei feliz com isso, mas me senti vingada. Ao lado dela, a amiga de infância e provocação, mal casada, feia, também mãe de dois filhos, maltratada. Ambas me olharam com admiração e quase falaram, mas eu me virei antes, porque vi que o marido mal educado desta estava quase que torcendo o pescoço pra me olhar.



Um menino 'playboyzinho', sem educação e sem limites, integrante da gangue juvenil me encontrou numa festa com meu namorado e veio correndo falar, dizendo que me conhecia de longas datas, se referindo como meu grande amigo de escola, quando eu retruquei e disse que não me lembrava dele.


Com tudo isso - e outras tantas histórias que não convém lembrar - descobri que 'bullying' é chato, doloroso, mas é uma bobagem. Todos já sofreram. Quem nunca foi chamado de magrelo, gordo, feio, 'ferrugem', dentuço, quatro-olhos...??? O importante é não deixar que esses xingamentos influenciem na sua vida. Contar com a ajuda dos pais ou de algum amigo próximo e de confiança pode ajudar a minimizar esses efeitos.



Hoje eu ando pelas ruas e conquisto gente; sou bonita, inteligente, educada, sei conversar... E mais que isso: sou feliz, satisfeita com a adulta que me tornei, realizada, mesmo que diferente da grande massa. Insisto que não me sinto feliz quando vejo o que os meus abusadores se tornaram, mas acho que a vida se encarrega de acertar as contas e surge uma sensação de dever cumprido, meio que "fiz a coisa certa"!!!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Da "Ilegitimidade" do Exame de Ordem



O Exame da Ordem dos Advogados do Brasil foi criado com o intuito de melhor preparar e selecionar os bacharéis em Direito para o exercício efetivo da advocacia, meio essencial à promoção de justiça.

A pretensão, então, é o de 'escolher' bacharéis com um mínimo de conhecimento para essa atuação nos órgãos do Poder Judiciário - e outras esferas, inclusive administrativas -, lembrando que somente a prática pode consolidar esse conhecimento.

Infelizmente, não é o que acontece atualmente. O último exame promovido pela CESPE, instituição vinculada à UnB, exigiu um conhecimento extremamente vasto e aprofundado; conhecimento esse teórico e prático. Consequentemente, o nível de aprovação foi baixíssimo e, para quem não é da área e ignora esses acontecimentos, há uma culpa generalizada no 'boom' das faculdades de Direito e no grande número de bacharéis que se forma todos os semestres sem nenhum preparo.

Outra instituição foi contratada para promover o exame, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e o índice de reprovação têm sido os mais altos de toda a história da prova. O que se pretende, então?

O exame tem a função precípua de atestar um mínimo de conhecimento para exercício da profissão, como já explicado no início. Sem contar que é forma imprescindível para o exercício da advocacia.

Diz-se que uma norma, para que tenha eficácia, deve ser legítima, ou seja, aprovada pelos seus destinatários. Assim, mostra a OAB que seu exame não passa de um engodo, um meio de galgar fundos e provisões, já que a inscrição custa R$ 200,00 (duzentos reais) e com nível de desaprovação que passa de 60%. Ou seja, mostra a OAB que seu exame é ilegítimo, não aprovando seus próprios destinatários.

Me posiciono totalmente a favor do exame como requisito para o exercício da advocacia, mas não acredito que essa seja a melhor forma. Aqui não se deve selecionar os melhores. Esse é a pretensão de concurso público. Aqui se pretende atestar que há um conhecimento mínimo para adentrar ao mercado de trabalho e ao mundo dos tribunais. Afinal, esse meio se encarregará de selecionar os melhores, os mas aptos. Inclusive, o próprio Estatuto da OAB já prevê normas de conduta de um advogado, de modo que, 'pecando', ele será punido, excluído ou afastado.

Com relação ao 'boom' das faculdades de Direito, é preciso que a OAB cobre do MEC uma postura condizente com um órgão de fiscalização da educação no país, ao qual ele se propõe. Deve haver um número limite de faculdades que formem bacharéis e seus docentes e diretores devem ser avaliados e cobrados, a fim de que haja seriedade nesse processo de formação.

Por fim, lembro uma frase que meu pai repete e que concordo: "Professor, no Brasil, entra na educação como cachorro na igreja: por acaso!" [E não é verdade? Essa tal 'carreira acadêmica' é, por vezes, despreparadíssima, lamentável].

sábado, 1 de janeiro de 2011

E viva a democracia!



Sim, chorei sim! Chorei muito! Aliás, a cada despedida de Lula eu me emocionava.

Falava essa semana com meu pai que não vivi na época do governo de Getúlio Vargas ou de Juscelino Kubtschek, mas sei que esses foram grandes estadistas brasileiros e que contribuíram incrivelmente para o crescimento do país. Porém, dentro da minha vivência e experiência política desde Tancredo Neves, jamais vi, em nenhuma nação do mundo, inclusive, um líder popular dessa magnitude; um cara que governou para todas as classes, que diminuiu consideravelmente as mazelas e índices sociais desfavoráveis e sempre de um modo sorridente, simples e bastante próximo a natureza humana, já que normalmente esses grandes líderes mais parecem seres lendários ou máquinas.

Chorei muito para me despedir desse cara que lutou muito para chegar ao cargo mais almejado por muitos brasileiros e que ainda nos apresentou José Alencar, seu vice-presidente, um homem que luta incessantemente contra uma doença cruel, sem jamais desencorajar, desacreditar ou perder o sorriso. Esses homens comovem e cativam a qualquer um, mesmo que não compratilhe de seus ideais políticos. E esses homens deveriam ser tomados como referencias de caráter, determinação, respeito e força por todos os outros homens.

Mas eles saem do cenário político do país e entra uma mulher, a primeira mulher presidenta do país. Já a admiro por ser mulher, determinada, mãe, filha e principalmente por sua coragem de enfrentar a tortura ditatorial e manter o equilíbrio e a delicadeza feminina, mesmo que sublime.
Espero que Dilma saiba honrar os brasileiros e mais ainda, honrar a nós, mulheres. Espero que criemos um modelo de democracia que possa ser copiado por todas as nações do mundo, porque é um modelo que dá certo, que traduz a legitimidade.


É isso aí! Acho que estamos no caminho certo!!
Parabéns, presidenta! Admiro e acredito em Vossa Excelência!!!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Adeus ano velho, feliz ano novo!



Esse ano foi difícil: tenso, triste por [muitas] vezes, menos rico. Ainda assim, tive algumas conquistas:
* Amei bastante e fui amada.
* Me formei.
* Conheci/conquistei amigos especiais.
* Estive no Rio de novo, que continua lindo!
* Tomei algumas atitudes, com coragem.
* Ganhei sobrinhos.
* Amadureci.

Termino o ano de 2010 agradecendo. E desejando que em 2011 eu possa beijar mais, amar mais, curtir mais, trabalhar mais, ganhar mais, amadurecer mais, sorrir mais, abraçar mais, sonhar com os anjos mais vezes, ser mais mimada, ser mais amada, fazer mais amigos especiais, ouvir mais e novas músicas, fazer novos planos e que sejam bem sucedidos, conhecer mais lugares, ir mais à praia, tomar mais banhos de chuva, comprar mais roupas, sapatos, bolsas, acessórios, viajar mais e mais...


Feliz 2011, amores!